A engenharia é um curso com diversas especialidades. Nem só de cálculos vive o estudante ou o profissional dessa área. A integração da engenharia com outras vertentes do conhecimento é uma forte tendência de diversidade que precisa ser encarada por quem quer conquistar ainda mais espaço no mercado de trabalho.

A mecatrônica é um tipo de engenharia que mantém essa diversidade. Como o próprio o nome diz, ela reúne os campos de atuação da mecânica, da eletrônica, da elétrica e ainda da computação. Também conhecida como engenharia de controle e automação, esse ramo forma principalmente profissionais capazes de criar projetos integrados, já que conseguem realizar com maior facilidade as conexões entre essas quatro áreas.  

Um levantamento da Page Personnel — empresa global de recrutamento especializada em profissionais técnicos e de suporte à gestão —, que faz parte do PageGroup, mostra que existem 7 profissionais técnicos mais disputados no Brasil e com demanda elevada no mercado de trabalho. São eles, na ordem: técnico em automação industrial, em mecatrônica, em eletroeletrônica, em qualidade, em logística, em manutenção mecânica e em mecânica.

Para entender melhor sobre a mecatrônica na indústria e porque os profissionais dessa formação são cada vez mais cobiçados no mercado de trabalho, siga a leitura do nosso artigo.

Por que a mecatrônica é considerada o futuro das engenharias?

A mecatrônica vem sendo considerada como uma das mais promissoras engenharias especialmente porque forma profissionais com conhecimento em vários setores. Esse profissional está mais ligado a criação e a inovação de projetos. Ele tende a ser um engenheiro com ideias arrojadas, já que reúne conhecimentos de várias áreas. É o engenheiro qualificado para a programação e para integrar de forma eletrônica ferramentas e máquinas, tornando possível a automatização dos processos de produção.

Mas é importante lembrar que esse profissional precisa atuar sempre com o apoio de uma equipe de engenheiros formados nas demais áreas. Suas ideias e criações costumar se tornar reais ao serem trabalhadas com a ajuda de outros engenheiros especializados em demais setores. Somente com a contribuição de uma equipe engajada é possível desenvolver os projetos criados pelo engenheiro mecatrônico, ou seja, literalmente tirar os projetos do papel. Sendo assim, ter uma relação de confiança e saber trabalhar em equipe são fatores indispensáveis para o engenheiro mecatrônico.  

A engenharia mecatrônica também é uma forte tendência, porque os técnicos e profissionais com essa formação superior costumam ter o domínio de toda a linha de produção, envolvendo a programação, todos os processos produtivos e ainda a entrega do produto final. Os engenheiros mecatrônicos têm ainda mais facilidade de acompanhar a evolução dos equipamentos e o surgimento constante de novas tecnologias, cada vez mais complexas.

O técnico ou profissional formado em mecatrônica pode então atuar como desenvolvedor de softwares na indústria, na automação de processos industriais, na gestão de manufatura em processos de usinagem, e na criação e no desenvolvimento de projetos que envolvem a robótica, além da automação.

Quais universidades possuem cursos e laboratórios?

A mecatrônica já foi apenas uma disciplina dos cursos superiores de engenharia elétrica e eletrônica. Mas o crescimento da demanda por profissionais capacitados em várias áreas da engenharia e o interesse de alunos de vários ramos da engenharia por aprender sobre mecânica, elétrica, eletrônica e informática em um só curso fez com que fosse criado o curso de mecatrônica envolvendo fundamentos desses quatro campos.

As universidades brasileiras que possuem cursos e laboratórios de destaque no Brasil são a Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (Unb) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal de São João Del Rey (UFSJ)  e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Vale destaque para o laboratório de robótica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que integra pesquisas das engenharias mecânicas, de automação e das áreas de informática. O laboratório vem rendendo resultados positivos para o avanço da robótica no Brasil com pesquisas relevantes em parceria com empresas públicas e privadas — associadas a recursos disponibilizados por editais de agências de fomento nacionais, publicações de artigos científicos em revistas reconhecidas, publicação de patentes de mecanismos e robôs inovadores em desenvolvimento, além de apresentações nos principais congressos de robótica sediados no país.  

Por que investir em mecatrônica na indústria?

Mesmo em um cenário de instabilidade econômica, existem oportunidades para a indústria investir em melhorias e se destacar da concorrência quando a crise passar. Nesse contexto, o engenheiro mecatrônico é um forte ativo. Assim como os engenheiros de automação, eles também contribuem com a automação das indústrias, ou seja, criam projetos que viabilizam a substituições de processos repetitivos pela robotização.

Investir em mecatrônica é uma ótima iniciativa para as indústrias que possuem robôs, pois o desenvolvimento em robótica exige profissionais que saibam lidar com novidades e avanços tecnológicos a todo momento e que sejam capazes de conduzir projetos de engenharia desde a concepção até a implantação e manutenção. Os mecanismos robóticos estão entre as principais soluções desenvolvidas pelos profissionais de mecatrônica, bem como pelos engenheiros mecânicos e de automação, que costumam ter expertise em desenvolver braços e manipuladores robóticos.

De acordo com estudo realizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em 2015, o Brasil tem em torno de 2 engenheiros para cada 100 mil habitantes, enquanto nos Estados Unidos esse número chega a 8 engenheiros e na Alemanha são 14 a cada 100 mil habitantes. Portanto, ainda precisamos formar engenheiros, especialmente em mecatrônica, para avançar no desenvolvimento de processos industriais mais eficientes e automatizados.

A maioria dessa mão de obra especializada em mecatrônica está hoje na indústria automobilística brasileira, seja nas montadoras de automóveis ou autopeças, e ainda nas indústrias de alimentos e bebidas e algumas do setor de metalurgia. O uso de robôs nesse segmento tem se tornado cada vez mais indispensável, sendo necessária a implantação de novos projetos que envolvam a automatização e a robótica.

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