O termo Machine to Machine, ou M2M, é um rótulo amplo usado para se referir a tecnologia que permite a comunicação entre máquinas sem nenhuma assistência manual ou intervenção humana.

Com o crescimento da Internet das Coisas, a necessidade de que aparelhos consigam trocar informação de forma independente cresceu, já que uma integração maior entre equipamentos e sistemas diferentes possibilita que eles trabalhem de forma mais coordenada e obtenham resultados melhores e mais rápidos.

Neste artigo, vamos explicar melhor o que é o M2M, como ele pode ser muito importante para o futuro da indústria e quais são suas aplicações; boa leitura!

O que é o machine to machine?

A Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas em português, é uma tendência crescente que envolve conectar à internet dispositivos eletrônicos variados, como geladeiras, carros, máquinas industriais e até construções.

Essa revolução já começou e existem diversas aplicações práticas da IoT disponíveis no mercado, como casas inteligentes automatizadas. No futuro, a expectativa é que a interação entre objetos diferentes seja bem maior, permitindo que cidades inteiras tenham toda sua estrutura urbana conectada a internet.

Com tudo conectado, é preciso que esses equipamentos tenham maneiras de se comunicar entre eles, sem a necessidade uma intervenção humana nesse processo. E o nome disso é o machine to machine, que se refere às soluções que envolvem a conectividade entre sistemas, máquinas e dispositivos.

O conceito de M2M é relativamente novo, mas a ideia de máquina se comunicando de forma independente já algo antigo, especialmente se for levada em conta os primórdios da telemetria, que pode ser considerada uma forma de comunicação entre máquinas.

A telemetria surgiu no século 19, inicialmente utilizando-se fios e cabos. Um dos primeiros sistemas de telemetria da história foi feito em 1845, conectando o Palácio do Czar na Rússia com o quartel general do exército daquele país.

Com o passar dos anos, a telemetria evoluiu bastante e hoje é muito utilizada na meteorologia, em que sensores distantes captam dados do clima e os envia para sistema centrais mais robustos realizarem os cálculos que permitem a previsão do tempo.

Outro exemplo de telemetria é no automobilismo: as equipes de Fórmula 1 contam com diversos tipos de medidores e sensores instalados nos carros que transmitem dados por rádio para um computador que processa tudo e transforma aquilo em informação útil para os engenheiros do time avaliarem a performance dos veículos em tempo real.

Por que a comunicação das máquinas está transformando a indústria?

A IoT, o M2M e outros sistemas como a computação em nuvem estão revolucionando a cadeia de produtividade nas indústrias, possibilitando a criação das chamadas fábricas inteligentes, em que sistemas monitoram processos físicos e cooperam entre si para automatizar a produção ao máximo.

Esse processo vem sendo chamado de Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0, porque acredita-se que os impactos são comparáveis aos da Primeira Revolução Industrial (máquinas a vapor), da Segunda (eletricidade) e da terceira (tecnologia da informação).

Com o M2M, qualquer tipo de equipamento de uma fábrica pode estar conectado com a internet trocando informações com, por exemplo, sistemas como o CRM (Customer Relationship Management), o ERP (Enterprise Resource Planning) ou até entre eles.

A primeira vantagem desta interatividade é a coleta de dados para o processo de tomada de decisões no negócio. As informações enviadas pelos equipamentos operacionais podem ser enviadas sistemas na nuvem, processadas e exibidas até em aparelhos móveis pessoais dos gestores, que então acompanham em tempo real e com precisão o trabalho executado na fábrica.

Na prática, isso elimina a necessidade de, por exemplo, pilhas de relatórios e gráficos do processo produtivo no papel: em vez de ter os dados estáticos do passado, os gestores podem verificar em tempo real a produtividade da fábrica e dentro do sistema realizar inúmeras comparações com cenários anteriores ou projeções futuras, interagindo em tempo real com os sistemas.

Além disso, o M2M favorece a comunicação entre controladores e máquinas automatizadas, o que consequentemente amplia a produtividade.

No Brasil, boa parte dos sistemas das grandes empresas já são interligados, mas as indústrias podem ser muito mais eficientes e inteligentes com mais aplicações da IoT e do M2M, especialmente quando comparado às fábricas chinesas e norte-americanas.

Umas das dificuldades enfrentadas pela indústria local é a existência de um protocolo com as características específicas para estabelecer a comunicação entre as máquinas. A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está discutindo a legitimidade desse protocolo para representar o machine to machine no país.

Quais são outras aplicações práticas do machine to machine?

Um dos exemplos mais claros de aplicação do M2M é nos sistemas de automação residencial, em que, por exemplo, um sensor percebe a quantidade de sol em um ambiente, envia esses dados para um sistema central de automação e, de acordo com preferências pré-definidas pelo morador, uma outra comunicação é enviada para o sistema que controla a persianas ser ativado e se fechar.

Mas o potencial do M2M vai muito além: com essa tecnologia, é possível, por exemplo, que um sistema ERP se comunique com os equipamentos da fábrica e altere a produção de acordo com a demanda.

No setor de saúde, o machine to machine encontra possibilidades ainda mais interessantes, como a de que um sensor que monitore pacientes com risco de doença cardíaca entre em contato com médicos e até serviços de emergência caso o paciente apresente alterações.

Outra aplicação do machine to machine é para revolucionar sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Sensores espalhados em uma empresa podem monitorar barulho, temperatura, qualidade do ar e movimento em local e enviar esses dados para um sistema central, que então decidirá ativar ou não o ar condicionado naquela área, por exemplo.

Essa tecnologia permite que, sem intervenção humana direta, os sistemas de aquecimento se ativem quando percebem que existem pessoas em um ambiente, o que além de ser prático, pode significar muita economia e redução do desperdício de energia.

Com o passar dos anos, o crescimento da Internet das Coisas e a evolução da tecnologia de comunicação machine to machine, mais aplicações interessantes e sistemas automatizados devem aparecer, o que vai impactar não só a indústria, mas a forma com que interagimos com o mundo e as ferramentas à nossa disposição.

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